sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Atualização...

Faz tempo que não escrevo no blog... só facebook... Dia 23 de abril de 2012, voltando de Caldas Novas, capotei o carro. Foram meses de muito sofrimento. Meus pais ficaram internados. Pai teve fratura exposta, acabou tendo que amputar parte do braço direito. Minha mãe, depois de meses sofrendo, desencarnou dia 18 de julho... A doutrina espírita e os amigos tem me ajudado muito, mas este processo não tem sido nada fácil...

sábado, 21 de abril de 2012

Alimento como fuga...

A maioria dos obesos construiu no reduto da primeira infância uma linha de fuga fácil em direção ao alimento, no qual descarregam o excesso de tensão, os desgostos, o estresse. Nenhum receituário racional, lógico ou responsável resiste, ao menos não por muito tempo, à pressão dessa defesa arcaica. Página 15
Livro: Eu não consigo emagrecer
Dr. Pierre Dukan
Ediouro

segunda-feira, 19 de março de 2012

Oxigenada (mas não loira!) em 17 de março de 2012

Aqui estou, no sofá de minha casa, escrevendo livremente.
Sábado passado, dia 17/03/2012, tivemos mais um encontro do genpex. O primeiro do ano. Todos nós temos múltiplos afazeres e às vezes não queremos nos deslocar até a UnB (para mim são 40 km) para a reunião.
Cheguei angustiada, buscando no grupo a oxigenação que sempre encontro/recebo/compartilho. Angustiada, deprimida pela experiência de mais uma greve dos professores da rede pública do Distrito Federal. No sábado já contávamos com uma semana de greve. Além das perspectivas não serem boas devido ao argumento do governo de que não pode cumprir o acordo por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, carrego uma mágoa para com as colegas professoras que não aderiram ao movimento em minha escola. Uma situação muito ruim. Ouvi argumentos delas que para mim são muito mesquinhos... Isso me angustia...
Eu estava no lugar certo, com as pessoas certas. A reunião foi acontecendo e as coisas melhorando. Tomei a decisão certa: sair de casa e ir ao encontro dos “meus”!
“Juju”, nossa querida Julieta, brilhante coordenadora da reunião, após uma breve dinâmica que ajudou a soltar/movimentar os corpos e afastar os fantasmas da alma, falou da proposta de fazermos rodízio, criarmos duplas para coordenar e relatar os encontros do Genpex/Mantendo a Caminhada até o final do ano. Com isso não haveria sobrecarga para ninguém, além de que as pessoas pensariam também em trazer dinâmicas para tornar os encontros mais prazerosos.
Nesse instante eu fui tocada e quis falar. Achei brilhante a proposta! Concordei e disse que além de tirar a sobrecarga de algumas pessoas, isso ainda ia oportunizar o trabalho e a contribuição a outras pessoas. Daí eu desabafei que desde quando eu havia desistido do mestrado, em 2005, sentia cada vez mais dificuldade de voltar. E ainda mais dificuldade em produzir conhecimento. Não me via nem de longe escrevendo artigos. Quando se falava em artigos nas reuniões do grupo eu me fechava mais e mais. Só não deixava de vir aos encontros porque amo as pessoas e me sinto sempre bem junto delas. E a linda Nirce me olhava e dizia “amo você”!
Continuei falando, foi uma descarga... Nossa, que alívio! Professor Renato Hilário me olhava calmamente e eu dizia “ai, não me olhe assim”. Mas ele não estava me cobrando nada. A cobrança era minha. É minha!
Falamos sobre isso. Juju falou que podemos fazer um trabalho sobre essa questão da dificuldade de produção do conhecimento, que todo mundo vivencia. Guilherme falou que temos que aprender a lidar com isso e vencer, pois não podemos ficar travados para sempre.
Falamos das frentes de atuação das pessoas do grupo, que atualmente são 5. Não vou detalhar aqui porque me faltam dados... Lembro da questão Proeja Transiarte, com a Juju, tema de seu mestrado, a integração da EJA com a educação profissional, em Ceilândia. Em Brazlândia, a inserção da Nirce com catadores de lixo e a construção do minhocário, que atualmente está em “stand by” porque os catadores querem, mas querem pronto... A risonha Jaqueline, junto com a Nirce, com os jovens em semi liberdade em Taguatinga na tentativa de fazer vídeos sobre a dura realidade. O Paranoá e o Arapuã com a alfabetização de jovens e adultos.
Abro parênteses para falar da discussão interessante que fizemos quando falamos da frente de atuação em Taguatinga, com os jovens em semi liberdade. Colegas relataram a dificuldade de entrar na instituição e começar a realizar o trabalho lá. Os brilhantes colegas policiais presentes, Davi e Nascimento, que realizam um trabalho de aproximação da polícia militar junto à comunidade, e são formados professores, disseram ter conhecimento dessas dificuldades. Muitas vezes sabemos, por exemplo, que para pedir autorização de uso da imagem de um jovem, devemos nos reportar à Vara da Infância e Juventude ou ao Ministério Público, mas se isso é feito antes de se reportar às “autoridades” dentro da própria casa que abriga os menores, tudo depois é dificultado. Questões de vaidade que impedem, dificultam o trabalho e fazem com que tenhamos que ter muito jogo de cintura...
Stella estava explicando a experiência do Paranoá e eu pedi a ela para fazer um parêntese. Queria destacar o que eu acho ímpar naquele trabalho. Falei do começo. De como a luta pela ocupação/permanência no Paranoá fez com que os moradores percebessem que era preciso alfabetizar a comunidade. Que os jovens, alguns pertencentes à igreja, organizados socialmente, vieram à UnB dizer que queriam ajuda para alfabetizar a população, mas que não queriam um B-A-BÁ qualquer. Queriam uma alfabetização pautada na discussão dos problemas vividos no dia a dia. E assim acontece até hoje, tendo se expandido bastante por todo o Paranoá e Arapoã. Eu disse que ter participado dessa experiência enquanto graduanda de pedagogia em 1991 foi muito significativo profissional e pessoalmente. E o é até hoje!
Fizemos o cronograma com as datas e as duplas/trios organizadores de cada encontro.
Eu tinha que sair um pouco antes, pois tinha um compromisso religioso. Já tinha avisado antes. Fui me levantando, deixei um abraço a todos. Estava me sentindo muito, mas muito melhor, mais fortalecida! Já fui dizendo: “Gente, vou chegar em casa e tirar minha pasta do mestrado do fundo da gaveta!”. Estava louca pra chegar em casa e pegar minhas coisas, ler, escrever um pouco! Queria fazer isso logo, enquanto trazia a energia das pessoas maravilhosas do Genpex/Mantendo a Caminhada!
Professor Renato Hilário levantou-se, interrompendo a reunião e me abraçou! Que gostoso! Também o colega policial, que eu acabara de conhecer, veio me abraçar! Ai, que energia boa! O outro policial (eu ainda não sei quem é Davi, quem é Nascimento rsrsrsrsrs) disse que depois da minha fala sobre o Paranoá, se eu não voltar a escrever ele ia em minha casa... rsrsrs. Mári me abraçou! Nirce mandou beijos! Todo mundo me deu um pouco daquela energia que me renovou!
Era para eu ir da UnB direto para o compromisso com as crianças no Centro Espírita, mas eu quis passar em casa para pegar minha pasta do mestrado e deixar dentro do carro. Se tivesse um tempinho, qualquer que fosse, eu pegava minhas coisas. Se não desse para ler, pelo menos eu olhava, tocava, sentia...
No dia seguinte, domingo dia 18/03/2012, tive corrida de orientação, meu esporte querido. Saí de Valparaíso e fui correr em Planaltina-DF. A pasta com as coisas do mestrado estava dentro do carro, mas não tive concentração nem tranquilidade para pegar em nada enquanto esperava minha largada... E depois de e horas no meio do mato, eu estava arriada... Fui almoçar com meus filhos na casa de meus pais e voltei para casa. Um pouco de insolação e muito cansaço não me deixaram ler, mais um dia...
Hoje, segunda feira, 19/03/2012, estou aqui no sofá escrevendo... A pasta está aqui a meu lado. Já toquei, senti... Quis primeiro escrever este texto. Agora vou voltar nela, na pasta. Daqui a pouco vou à academia. Vou escolher alguma coisa e levar para ler na bicicleta... Só não vai dar para escrever...
Forte abraço e muito obrigada ao grupo Genpex/Mantendo a Caminhada
Suzana Prado

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Greve é um direito!

Não é fácil a classe trabalhadora lançar-se à uma greve. A greve é o último recurso, lançado quando solicitações e negociações não são atendidas. Aí vem a imprensa televisiva e diz que "escolheram o pior momento" e "estão prejudicando a população". Sempre dizem isso! Acontece que, se escolherem outro momento, como no caso dos trabalhadores dos aeroportos, as empresas não vão sentir nenhuma pressão e não vão atender as reivindicações dos trabalhadores. Então quem está prejudicando a população não são os trabalhadores que entraram em greve e sim as empresas que não atenderam as reivindicações feitas há tempos! A imprensa sempre coloca a população contra os trabalhadores. Temos que ficar atentos! Somos trabalhadores!!! Greve é um direito!

Não gosto do mês de dezembro

Eu não gosto do mês de dezembro por causa do stress. Não gosto das festas de Natal e Ano Novo por causa da falsidade, da correria e outras coisas. Penso que caridade a gente tem que praticar o ano todo. Estou torcendo para que tudo isso acabe logo e as coisas voltem ao normal. Mas tenho me encantado com as lindas histórias que tenho visto na TV e tenho pensado: há tanta gente batalhadora, que carrega fardos pesados diariamente, sofre calada e tem um coração tão simples e bom! Que país de enormes desigualdades é o nosso! Precisamos juntos lutar pela Educação, que pode dar mais oportunidades de emprego e consciência de voto e cidadania!

10 kilos

Engordei 10 kg em 4 meses! Não quero conselhos. Não quero consolo. Só eu sei o tamanho da minha dor e da minha frustração. Nunca tinha chegado a 100 kg! Tô arrasada nesse momento, mas sei o que tenho que fazer. Lá no fundo, ouço uma voz que diz o quanto vai ser incrível quando eu começar a superar isso, a mudar esse quadro. Vai ser incrível para mim mesma ver o meu poder de transformação e ouvir dos outros os comentários positivos. Agora o que eu preciso é de foco, auto controle e perseverança. Estou fechada para o mundo, focada em mim. Preciso disso. Não posso me "espalhar".

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Controle

Fui ao psicólogo, foi ótimo! Necessito aprender a me controlar! Ter disciplina!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Espírito competitivo...

Ontem escrevi que fiquei triste porque havia sido desclassificada sábado no percurso médio da corrida de orientação. Tive vontade de desistir do campeonato e não participar do percurso longo no domingo e até de desistir de praticar corrida de orientação, pois achava que o erro que eu cometera era um absurdo e ele já tinha acontecido comigo uma outra vez. E por causa do erro eu pensava que já havia perdido o 3º lugar, que antes estava garantido, pela minha pontuação e participação nas outras etapas do campeonato. Eu estava muito enganada! Não só não havia perdido o 3º lugar, como também o erro que eu cometera (esquecer de marcar um prisma) era um erro que que até atletas experientes cometiam. Ao fazer o percurso longo no domingo, ouvi dois senhores conversando rapidamente, e um dizia justamente que esquecera de marcar um prisma. Passou, bebeu água e foi para o próximo prisma. O senhor dizia isso para o amigo sem nenhum drama, até com uma certa dose de bom humor, enquanto eu, ao saber que cometera este erro, no dia anterior, fiz toda aquela tragédia, me senti uma mula! Nesta hora, ao ouvir a conversa dos dois senhores, aprendi uma lição: vi que preciso ser mais humilde, aceitar que ainda tenho muito que aprender e que não se desiste quando as coisas não saem do jeito que a gente quer. Além do mais, vencer não é tudo! Subir ao podio é bom, com certeza, mas no meu esporte, gostoso é entender o mapa, encontrar os prismas, fazer o percurso num tempo cada vez mais curto etc.

Eu nem queria estar presente lá no ginásio na cerimônia de premiação porque achava que não ia ganhar nada. Só fui na última hora, quando minha irmã falou que minha amiga Kate havia sido desclassificada, então eu teria sim chance de novo de subir ao podio, no 3º lugar. Eu só fui por causa disso, mas fiquei pensando nessa coisa de rivalidade/competiçao, como eu lido com isso. Gosto muito da Kate e gosto da corrida de orientação, mas quando pinta esse negócio de competição no meio, classificação, as coisas não ficam boas para mim. Eu posso ficar atrás dela, mas se tiver que disputar com ela um lugar no podio, me sinto mal. Por exemplo: se ela ficar em primeiro e eu em terceiro, tudo bem. Aqui no DF estamos quase sempre juntas: ela em primeiro e eu em segundo ou ela em segundo e eu em terceiro lugar. O que aconteceu no brasileiro era que eu estava em terceiro e ela em quarto, aí eu vacilei, fui desclassificada no sábado, ela iria ficar em terceiro e eu em quarto lugar (o podio é até terceiro lugar...). Mas aconteceu o que para mim era absolutamente improvável e eu sinceramente lamento porque a kate é uma excelente atleta, mas ela foi desclassificada no domingo, aí eu voltei ao 3º lugar e ela ficou em 4º.
Bem, eu subi no pódio, fiquei feliz, é claro, mas muito ciente de que tenho que trabalhar em mim essa questão da rivalidade/competitividade.
Lembrei até que posso ter tido alguns episódios na infância desagradáveis relacionados a isso, pois já tive sensações ruins difíceis de explicar, quando professores de natação se referiram a competição. Sei que desde pequena fui colocada numa escolinha de natação. Adoro nadar, mas lembro vagamente de ter me afastado de aulas ao me ver diante dessa realidade de competição...
Também vejo algo relacionado, uma imagem de uma competição de natação, mas eu já uma pré adolescente, morando em Boa Vista-RR... Não sei direito o que aconteceu.
Eu me cobro demais. Não me permito o erro. Para outros o erro é pequeno, mas para mim é inaceitável. Se é pequeno, não é para cometê-lo, oras bolas! Essa é uma característica minha? Sou assim? Posso mudar isso?

Ai, escrever é bom, dá trabalho mas é bom!
Preciso fazê-lo com maior frequencia possível!
Mesmo que não sejam muitas linhas, mas que eu escreva!

UM BEIJO
SUZANA

sábado, 22 de outubro de 2011

Conflitos

Engordei. Entristeço.
Tudo que tinha conseguido emagrecer quando entrei no grupo Vigilantes do Peso no Gama-DF foi perdido. Tinha emagrecido quase 7 quilos, num universo de 30 que ainda vou emagrecer, e perdi... que dor!
Fiquei arrasada quando, em agosto, o grupo fechou por falta de quorum. Divulguei onde pude: no meu local de trabalho, na minha rua etc.
Para completar, tinha a baixa umidade do ar. Ia trabalhar pela manhã e à tarde, com a umidade na casa dos 10%, não tinha ânimo para ir à academia.
Tive crises de compulsão alimentar, cheguei a ir ao hospital com dor no estômago. Não fui trabalhar. Atestado médico de 2 dias.
Me compliquei financeiramente ao comprar, em junho, um netbook, este que uso agora, e fiquei sem ir ao psicólogo mais de 2 meses...
Duas semanas atrás fui entrevistada pelo Jornal de Brasília sobre bulimia. Em 2006 eu tomava laxante para aliviar a culpa de ter saído do plano alimentar. Achava que era só aquela vez que faria, mas voltava a acontecer. Até a psiquiatra dizer que aquele era um comportamento bulímico, eu não achava que a coisa era séria. Mas aí vi que algo estava errado. E agora, anos depois, ao dar entrevista, ao ver a reportagem publicada, ao ver minha foto, mesmo sem identificação, senti-me envergonhada.Envergonhada de mim, de meus filhos, de minhas amigas. A coisa ficou "oficializada".
Mudei de academia, fiz nova avaliação física para iniciar série de exercícios. Aumentei 18% o índice de gordura corporal... que fracasso! Eu estava super feliz em junho, quando tinha conseguido reduzir o índice em 10% e estava com 29% de gordura, faltando apenas 9% para chegar na normalidade!
Quanta perda! Quanto fracasso! Quanta dor!
Estou fazendo muita, muita força para sair da depressão, mas não tá fácil!
Agora mesmo, acabo de receber uma paulada: fui desclassificada no percurso médio do campeonato de corrida de orientação. Foi uma corrida difícil, debaixo de chuva cheguei exausta e fui desclassificada!!! Esqueci de marcar um ponto. Tô com vontade de chorar e desistir do campeonato, que termina amanhã. Eu vou chorar!
Vi no site dos vigilantes do peso pessoas que emagreceram 30, 50kg! Isso me ressuscitou. Queria fazer uma cirurgia de redução de estômago, mas não é tão fácil porque meu IMC é 34 e não tenho como pagar particular, então os vigilantes do peso é a melhor opção, até porque lá se trabalha a mudança de pensamento em relação a comida e é isso que eu preciso. Agora frequento as reuniões no grupo do Guará-DF.
Preciso manter acesa a luzinha que existe dentro de mim! Acreditar e alimentar meu poder de realização. Meu prazer de viver!
Tenho objetivos. Tenho metas, de curto, médio e longo prazo. Não posso e não vou ficar parada esperando chegar perto de um prazo final para começar a fazer as coisas.

Tenho a última etapa do Campeonato de Orientação do DF em 13 de novembro de 2011 : daqui a 3 semanas!
3 semanas de adaptação e entrar no ritmo na academia com professor Pedro.
A cada semana menos 500 gramas, jornal pessoal e tudo o mais que os vigilantes do peso orientam.
Um ano para conquistar meta de emagrecer pelo menos 15kg e ler, satisfeita, minha carta para mim mesma.
48 dias para o Sul Americano de Corrida de Orientação.
43 dias para renovação redução carga horária na Secretaria de Educação, com redução índice de gordura e emagrecimento.

Agora, escrevendo, me sinto um pouco melhor. As coisas estão mais claras. Tudo bem objetivo e amarrado. Bom que fique assim, para que eu não fique "solta". Quando a preguiça começar a chegar perto, é só olhar meus prazos!

Enfim, há luz no fim do túnel!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nada fazer...

AI QUE PRAZER
FERNANDO PESSOA

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

sábado, 30 de julho de 2011

Gosto deste poema!

Desejo Primeiro
Sergio Jockyman

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
Eque pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar esofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Eterno Camões

Amor é fogo que arde sem se ver
Luis de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Manuel Bandeira

DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

domingo, 17 de julho de 2011

Bertold Brecht

DO RIO QUE TUDO ARRASTA

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Crise, segundo Einstein

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

Albert Einstein

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PEGUEI DO E-OTIMISMO

Lista de Preocupações

Sentada dentro do carro, sob a sombra de uma árvore na hora do almoço, eu estava preocupada com alguns assuntos. Repentinamente, um pardal com uma minhoca pendurada em seu bico, pousou perto da minha porta e olhou para mim; o pardal trouxe a vívida lembrança das palavras de Jesus em Mateus 6:25-26: "Não andeis ansiosos pela vossa vida. Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?"

Anos atrás, Paul Borden, autor de um artigo em uma revista de seminário deu algumas dicas úteis para os preocupados:

Comece uma lista de preocupações. Escreva aquilo que o preocupa. As contas, o seu trabalho, os seus filhos ou netos, a sua saúde, o futuro.

Transforme a sua lista de preocupações numa lista de oração. Peça ao Senhor que trabalhe nessas situações que o preocupam. Ore especificamente por suas necessidades, e confie nele.

Transforme a sua lista de oração numa lista de atitudes. Se você tiver alguma ideia sobre o que puder ser feito para resolver suas preocupações, pratique-a. Ao transformarmos nossas preocupações em orações e atitudes, o autor afirma: A ansiedade paralisante pode ser substituída por ações nas responsabilidades da vida.

Por que não começar a sua lista de preocupações agora?

Fonte: Anne M. Cetas